Aldeia Vasco Esteves de Cima

A respeito do topónimo de Vasco Esteves de Cima refiro o que já disse sobre o topónimo de Vasco Esteves de Baixo. Várias foram as suas designações para o distinguir do seu homónimo: Vasco Esteves do Cabo, de lá, d’ Alem e finalmente Vasco Esteves de Cima.

Vasco Esteves deve ter sido um rico proprietário que desbravou, valorizou e transformou a agricultura e pecuária desta zona, impondo-se pelo seu dinamismo, e espírito de iniciativa aos outros casais. Com um perfil de chefia reconhecido por todos.

O topónimo será assim a expressão da admiração que lhe votaram os seus contemporâneos e descendentes.

VIDA RELIGIOSA

Inicialmente a festa das Chouriças, realizava-se nas proximidades do Carnaval, em Quinta-feira das Comadres. No “tempo da juventude dos mais velhos começou a guardar-se o dia”.
De 1933 a 1945 a festa realizava-se em Sábado Magro, penúltimo domingo antes do Carnaval. A partir deste ano, com a chegada do novo pároco, a missa começou a ser cantada pelo povo e como nos outros povos a festa não tinha a participação de nenhuma filarmónica, só alguns foguetes.
Em 1946 a festa foi mudada para o chamado Domingo Magro.
Em 1951 o povo pediu a mudança da festa para o Domingo de Carnaval, “o que não será muito viável”, regista o Padre Jaime.
Com a inauguração da capela de Nossa Senhora do Bom Parto começou a fazer-se uma outra festa, em sua honra, no último Domingo de Setembro, com música e participação de vários sacerdotes.
No Ano de 1951 os mordomos decidiram mudar a festa para o último Domingo de Agosto.