Chincui – Jogo

Tudo leva a crer que este jogo tenha nascido na Itália com o nome de CINCO (CINQUE), palavra que os italianos pronunciam duma maneira muito próxima do nome que hoje lhe damos na língua portuguesa.

O CHINCUI chegou a Vasco Esteves de Cima por volta de 1946, pela mão de emigrantes regressados da Argentina, dos quais se destaca ANTÓNIO EUSÉBIO DA SILVA, um dos ferrenhos jogadores daquele tempo, infelizmente já desaparecido.

Daquela época, permanecem vivos e ainda bons jogadores, JOÃO ALVES e JOSÉ EUSÉBIO DA SILVA, este com perto de 88 anos de idade.

Foram estes homens e outros como eles, os pioneiros do CHINCUI.

Ensinaram-no às gerações seguintes e é bonito saber que hoje é conhecido por muitos companheiros nascidos ligados a Vasco Esteves de Cima, que vivem e labutam na sua aldeia, ou em Lisboa, na França, na Alemanha, na Suíça e no Canadá.
O facto de não haver parceiros fixos, cria, à volta da mesa, um sentimento de companheirismo assinalável.


Que se saiba, este jogo não é conhecido noutra localidade do país, tornando-se assim, quase que numa tradição deste povo.
É um jogo difícil de aprender porque, além das muitas regras que o definem, requer um grande esforço de concentração, mas tem motivos de interesse como nenhum outro jogo de cartas.

Por outros lado, pode ganhar-se com maus jogos e perder com óptimas cartas na mão, o que é raro acontecer noutros jogos de cartas.

Finalmente, por ser falado, torna-se vivo, participativo e muito interessante, quer para quem o pratica, quer para quem a ele assiste.